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Anda, Diana

Diana Niepce

Compreender o corpo e reinventá-lo. Observar os limites físicos de um corpo que existe em constante estado de revisão.
Resistir na ideia de reabilitação exaustiva do corpo.
Insistir no diálogo entre o corpo e a mente que viajam, entre a lógica e o caos, até ao desejo de construir o corpo que dança.


Anda Diana posiciona-se na esfera do experimentalismo. Propõe-se a um questionamento da norma, a desmistificar preconceitos e ideias que a sociedade tem relativamente à sua estética. A forma como os artistas se enquadram e experienciam esta nova forma de ver o corpo fora da norma - enquadrando a deficiência num novo patamar que não diverge da normatividade do restante sector - obriga a uma nova direcção de pensamento e mudança de mentalidades. Aqui a deficiência não tem relevância e, apesar de presente, não se posiciona no lugar de vítima do sistema. Este corpo fora da norma posiciona-se, sim, enquanto corpo revolucionário.

Anda, Diana é um projecto de peça para palco que retrata o processo de recuperação da bailarina e acrobata Diana Niepce que ficou tetraplégica, na sequência de um acidente.

 

Direção artística e interprete: Diana Niepce
Assistência artística e interprete: Bartosz Ostrowski
Apoio à Dramaturgia: Rui Catalão
Desenho de luz: Carlos Ramos
Som: Gonçalo Alegria
Produção: PI Produções Independentes
Residência de co-produção: O Espaço do Tempo
Coprodução: TBA - Teatro do Bairro Alto e O Espaço do Tempo

 

 

Alípio Padilha

Alípio Padilha