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Não Nasci para Odiar, Mas para Amar

Tiago Vieira

Nas ruínas de um teatro surgem corpos que transportam restos de mitos, de tragédias e de comédias. Destroços de narrativas fundadoras de uma ideia de Europa e de civilização oriental, mas também de individuo, surgem como ecos, fantasmas, memórias coletivas. É importante escutar novamente certas palavras como uma hipótese de resgatar uma ideia de futuro. Não nasci para odiar, mas para amar, frase de Antígona, é também o título do espetáculo de características multidisciplinares, que partindo de Édipo, Antígona, Electra, Bacantes, Filoctetes, Ajax, Ulisses, Ifigénia, Cassandra, mas também das comédias Aves e Rãs, tal como a obra Caracteres de Teofrasto, pretende valorizar aquilo que existe de mais importante e revolucionário nos textos clássicos: a densidade poética das palavras na sua relação com problemas como liberdade, política, relações humanas, o divino recusando-lhes seu carácter meramente antropológico e destacando aquilo que existe de intemporal. A eternidade como única possibilidade de relação com o tempo, em que o Presente, junção complexa do passado e do futuro, materializa-se no agora. Um texto clássico estabelece sempre uma relação com o agora não perde a urgência da sua função artística consequentemente política e obrigatoriamente humana.

 

Encenação, Dramaturgia, Coreografia, Espaço Cénico, Figurinos: Tiago Vieira
Performers: Nuno Pinheiro, Paula Moreira, Pedro Parente, Teresa Machado, Tiago Costa, Tiago Vieira
Assistência técnica e de ensaios: Luís Gomes
Autores: Eurípedes, Sófocles, Aristófenes
Produção: [PI] Produções Independentes
Coprodução: Museu de Lisboa – Teatro Romano/EGEAC
[PI] Produções Independentes é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa – Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes.

 

Teaser 1

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Alípio Padilha